[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1533392231673{margin-bottom: 0px !important;}”]Dezenas de representantes de setores municipais, estaduais e federais, ligados à área da Saúde e afins, participaram, na manhã desta sexta-feira (25), de uma reunião de trabalho onde foi debatido o surto de toxoplasmose registrado na cidade. A atividade contou com a participação de representantes do Escritório no Brasil do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que se uniu à equipe que já atua no Município para auxiliar no trabalho de investigação.
“Precisamos agradecer ao time que está trabalhando neste processo, tanto os profissionais da Secretaria de Saúde do Município, quanto quem veio de fora, do Estado e do Governo Federal. Estamos trabalhando com muito afinco para resolver esse problema. Tudo que vocês entenderem que a Prefeitura puder auxiliar, estaremos inteiramente à disposição”, enfatizou o prefeito Jorge Pozzobom, que acompanhou o início da atividade.
A reunião de trabalho foi realizada por meio de mesas de debates, com autoridades locais e regionais, além de especialistas de universidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Londrina. Entre os assuntos abordados estiveram a apresentação dos resultados preliminares da investigação do surto, com a descrição dos casos, os números confirmados até a última semana (em 18 de maio), os dados referentes à agua e os tipos de análise feitas na rede de abastecimento e outros locais do Município, além das ações implementadas pelo Município e Estado, com apoio do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS).
Na oportunidade, a equipe apresentou a caracterização demográfica dos casos na cidade, bem como a distribuição por bairros (a maioria está concentrada na Região Oeste da cidade – veja abaixo). O superintendente da Vigilância em Saúde do Município, Alexandre Streb, destacou o trabalho da equipe para agilizar a busca pela identificação das causas do surto, tendo aplicado cerca de 400 questionários com a população que apresentou os sintomas e na qual foi identificada a doença.
“Precisamos agradecer a todos que estão inseridos nesse trabalho, tanto na investigação, quanto na coleta de amostras e na prevenção. Estamos fiscalizando produtores de hortaliças, supermercados e o comércio de alimentos em geral, como trabalho preventivo e também de investigação, pois estamos considerando todas as possibilidades de contaminação”, destacou o superintendente.[/vc_column_text][mk_blockquote font_family=”none”]Já temos experiências no Brasil que nos capacitam para o que estamos enfrentando aqui. Tudo que está sendo feito aqui, está no caminho do que deveria ser feito. Esse surto enfrentado aqui tem muito a contribuir. E o trabalho intersetorial é fundamental.
Lilian Bahia – UFRJ-Macaé
[/mk_blockquote][vc_column_text css=”.vc_custom_1533392252599{margin-bottom: 0px !important;}”]AÇÕES DE ASSISTÊNCIA, EXPERIÊNCIAS COM A DOENÇA E PERSPECTIVAS
Seguindo a roda de trabalho, foram apresentados dados referentes à prevalência da Toxoplasmose no Brasil e no mundo, os marcos históricos e as ações realizadas, os protocolos estabelecidos, além de ser ressaltada a importância do trabalho interdisciplinar para que se possa chegar a resultados eficientes. Ainda, foram detalhados os fluxos de atendimento adotados em Santa Maria – questões referentes a primeiro atendimento e encaminhamentos para especialistas –, além da atenção dispensada às gestantes. Ainda, foram tratados também questões referentes a sintomas, tempo de duração e tratamento para pacientes normais ou mais debilitados e gestantes.
“Já temos experiências no Brasil que nos capacitam para o que estamos enfrentando aqui. Tudo que está sendo feito aqui, está no caminho do que deveria ser feito. Esse surto enfrentado aqui tem muito a contribuir. E o trabalho intersetorial é fundamental”, destacou a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lilian Bahia, que integra a Rede Brasileira de Pesquisa em Toxoplasmose (Rede Toxo Brasil).
Também participaram da roda de debates profissionais da Secretaria de Saúde de Santa Maria, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), do CDC, do Ministério da Saúde, do EpiSUS, da Secretaria Estadual da Saúde (SES), da 4ª Coordenadoria de Saúde (4ª CRS), do Programa Nacional de Vigilância da Água para Consumo Humano (Vigiágua), do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
NOVO BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO
Também nesta sexta-feira, o Governo do Estado e a Prefeitura divulgaram um novo Boletim de Investigação de Surto da Toxoplasmose. Conforme o documento, até o momento, Santa Maria já contabiliza 1.116 casos notificados. Desse total, 460 foram confirmados, após contraprova, como positivos para a doença; 140 foram descartados; e 166 seguem em investigação.[/vc_column_text][vc_message icon_fontawesome=”fa fa-external-link”]Fonte: Secretaria da Saúde – RS[/vc_message][/vc_column][/vc_row]